Papas contra o comunismo e o socialismo

Pio IX 

“Syllabus IV. Socialismo, comunismo, sociedades secretas, sociedades bíblicas, sociedades clérico-liberais:

Tais erros tem sido muitas vezes condenados por sentenças formuladas em termos severíssimos na encíclica Qui Pluribus, de 9 de novembro de 1846; na alocução Quibus Quantisque, de 20 de abril de 1849; na encíclica Noscitis et Nobiscum, de 8 de dezembro de 1849; na alocução Singulari Quadam, de 9 de dezembro de 1854; na encíclica Quanto Conficiamur Moerore, de 10 de agosto de 1863.”

Leão XIII

“Não ajudar o socialismo – Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita (…)
Embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho, a fim de mais facilmente enganarem os espíritos desavisados, se tenham acostumado a torcê-lo para o conformarem às suas doutrinas, tal é a divergência entre os seus dogmas perversos e a puríssima doutrina de Cristo, que maior não poderia ser. ” [1].

“(…) o “comunismo”, o “socialismo”, o “nihilismo”, monstros horrendos que são a vergonha da sociedade e que ameaçam ser-lhe a morte” [2]

S. Pio X

“O equívoco está desfeito; a ação social do Sillon não é mais católica. […] Porém, mais estranhas ainda, ao mesmo tempo inquietantes e acabrunhadoras, são a audácia e a ligeireza de espírito de homens que se dizem católicos, e que sonham refundir a sociedade […] e estabelecer sobre a terra, por cima da Igreja Católica, ‘o reino da justiça e do amor’, com operários vindos de toda parte, de todas as religiões ou sem religião, com ou sem crenças, […] Que é que sairá desta colaboração? Uma construção puramente verbal e quimérica, em que se verão coruscar promiscuamente, e numa confusão sedutora, as palavras liberdade, justiça, fraternidade e amor, igualdade e exaltação humana, e tudo baseado numa dignidade humana mal compreendida. Será uma agitação tumultuosa, estéril para o fim proposto, e que aproveitará aos agitadores de massas, menos utopistas. Sim, na realidade, pode-se dizer que o Sillon escolta o socialismo, o olhar fixo numa quimera” [3].

“Os que se ufanam do título de cristãos, sejam eles tomados isoladamente ou enquanto agrupados em associações, não devem, se têm consciência das suas obrigações, cultivar inimizades e rivalidades entre as classes sociais, mas a paz e a caridade mútua” [4]

Bento XV

“Defrontando-se com os que a sorte ou a actividade própria dotaram de bens de fortuna, estão os proletários e operários, abrasados pelo ódio porque, participando da mesma natureza, não gozam entretanto da mesma condição. Naturalmente, enfatuados como estão pelas falácias dos agitadores, a cujo influxo costumam submeter-se inteiramente, quem será capaz de persuadi-los de que, nem por serem iguais em natureza, devem os homens ocupar a mesma situação na vida social; mas que, salvo circunstâncias adversas, cada um terá o lugar que conseguiu por sua conduta? Assim, pois, os pobres que lutam contra os ricos como se estes houvessem usurpado bens alheios, agem não somente contra a justiça e a caridade, mas também contra a razão; principalmente tendo em vista que podem, se quiserem, com honrada perseverança no trabalho, melhorar a própria fortuna. É desnecessário declarar quais e quantos prejuízos acarreta esta rivalidade de classes, tanto aos indivíduos em particular, como à sociedade em geral (…)Este amor fraterno não terá por efeito fazer desaparecer a variedade das condições nem, por conseguinte, a diversidade das classes sociais, assim como num corpo vivo não é possível que todos os membros tenham a mesma função e a mesma dignidade.” [5]

Pio XI

“E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? (…) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico ou como ‘ação’, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça (…) não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. (…) Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista.” [6].

“O comunismo é intrinsecamente mau, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a Civilização Cristã.” [7]

Pio XII

Não se pode cair no erro de “retirar … o gerenciamento dos meios de produção da responsabilidade pessoal dos proprietários privados [indivíduos ou companhias] para transferi-lo à responsabilidade coletiva de grupos anônimos, [uma situação] que se acomodaria muito bem com a mentalidade socialista” [8]

“Ademais, a proteção do indivíduo e da família, frente à corrente que ameaça arrastar a uma socialização total, em cujo fim se tornaria pavorosa realidade a imagem terrificante do Leviatã. A Igreja travará esta luta até o extremo, pois aqui se trata de valores supremos: a dignidade do homem e a salvação da alma”. [9]

“Foi perguntado à Suprema Sagrada Congregação:
1. Se é permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira?
2. Se é lícito publicar, divulgar ou ler livros, revistas, jornais ou tratados que sustentam a doutrina e a ação dos comunistas, ou escrever neles?
3. Se fiéis cristãos que consciente e livremente fizeram o que está em 1 e 2, podem ser admitidos aos sacramentos?
4. Se fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e sobretudo os que defendem ou propagam, incorrem pelo próprio facto, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica?
(…)

Quanto a 1.: Não; o comunismo é de facto materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de facto, quer pela doutrina, quer pelas acções, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo.
Quanto a 2. Não, pois são proibidos pelo próprio direito (cf, CIC, cân. 1399);
Quanto a 3.: Não, segundo os princípios ordinários determinando a recusa dos sacramentos àquele que não tem a disposição requerida.
Quanto a 4.: Sim.

No dia 30 do mesmo mês e ano, o Papa Pio XII, na audiência habitual ao assessor do Santo Ofício, aprovou a decisão dos Padres e ordenou a sua promulgação no comentário oficial da Acta Apostolicae Sedis. De Roma, dia 1 de Julho de 1949”
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[1] Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878, 34

[2] Leão XIII, Encíclica Diuturnum Illud, 29 de junho de 1881 – Editora Vozes Ltda., Petrópolis, pág. 16[3] Nosso encargo apostólico, aos Bispos da França, Sobre os erros do Sillon, 25 de Agosto de 1910, n. 34
[4] Pio X, Singulari quadam, 24 de Setembro de 1912

[5] Encíclica Ad beatissimi 01/11/1914, Acta Apostolicae Sedis, vol. VI, nº 18, 18/11/1914, pp. 571-572.

[6] Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931

[7] Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937

[8] Pio XII, Discurso aos Congressos de Estudos Sociais e à União Social Cristã, 5 de junho de 1950
[9] Pio XII, Radiomensagem de 14 de setembro de 1952 ao Katholikentag de Viena. Discorsi e Radiomessaggi di Sua Santità Pio XII, vol. XIV, p. 314

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