ESG: sigla da trama da revolução ecologista contra os pequenos negócios e os fundos de investimento não enquadrados na economia pecadocêntrica

A Revolução, através da economia pecadocêntrica, agora mais visível pela sigla ESG, parece que quer obrigar a contratar só gente da mesma diretriz moral, isto é, só pecador público ou seu promovedor. Isso para não falar nos outros tópicos…

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Como o mercado investidor usa o ESG para impor ideologia às empresas

Por Bruna Komarchesqui 03/06/2022 16:55

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BlackRock e a pressão pelo ESG 

Quase um imperativo para empresas que desejam se destacar no mercado, o ESG deve muito (senão tudo) de sua popularidade a Larry Fink, presidente e CEO da BlackRock, maior gestora de fundos do mundo (são mais de R$ 44 trilhões em ativos sob sua gestão, cinco vezes o PIB do Brasil em 2021, que foi de R$ 8,7 trilhões).

“Fink aproveita esse imenso poder para obrigar as empresas nas quais a BlackRock investe a cumprir uma agenda agressiva de mudança climática e diversidade em suas operações”, afirma Richard M. Reinsch II, membro sênior da Heritage Foundation (instituição de pesquisa e ensino que tem como missão construir e promover políticas públicas conservadoras).

Em 2020, em sua tradicional carta anual aos CEOs, Larry Fink afirmou que a sustentabilidade passaria a ser critério de investimento e que as empresas que não se adequassem acabariam ficando sem capital. No documento do ano seguinte, ele reforçou que “estamos em uma encruzilhada histórica no caminho da justiça racial – uma encruzilhada que não pode ser resolvida sem a liderança das empresas”.

“Ao emitir relatórios de sustentabilidade, pedimos que suas divulgações sobre a estratégia de talentos reflitam totalmente seus planos de longo prazo para melhorar a diversidade, a equidade e a inclusão, conforme apropriado por região”, orientou.

Um dos pontos controversos dessas medidas, na opinião dos críticos, é que os requisitos ESG são caros para as empresas e podem levar a desvantagens competitivas. Ou seja, hoje para uma empresa ser considerada atrativa a investidores levam-se mais em conta pautas da militância esquerdista (como a existência de um plano de ações sustentáveis e a diversidade nos seus quadros de gestão), por exemplo, do que os retornos financeiros que a companhia garante a seus acionistas.

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Nesta semana, o senador Republicano Ted Cruz, do Texas,  teceu pesadas críticas ao CEO da BlackRock, em entrevista à CNBC, pelas chamadas “decisões ‘woke’ de investimentos”. Segundo Cruz, gestores de investimentos deveriam ser proibidos de votar em nome de investidores “para promover seus próprios interesses políticos”.

“Isso não é capitalismo, isso é abusar do mercado”, disse o senador. “O que Larry Fink está fazendo é pegar suas ações e minhas ações e [aquelas de] milhões de velhinhas que investiram em fundos, e ele está agregando essa grande quantidade de capital e decidiu votar não para maximizar seus retornos, porque aparentemente, seu dever fiduciário para com os clientes não é uma prioridade. Em vez disso, ele está votando em sua política”, completou.

Cruz afirmou que Fink “decidiu que é mais bem-vindo no ‘New York Country Club’ quando entra e se posiciona contra o petróleo e o gás, mesmo que isso reduza os retornos das contas que ele administra”. “Há uma sobretaxa Larry Fink, toda vez que você enche seu tanque, você pode agradecer a Larry pela pressão ESG maciça e inadequada”, criticou.

oco no social x relações com a China 

Dentre as 308 companhias integrantes do S&P 500 ESG Index, aparecem nomes como Apple, com o maior índice (9,657%), Microsoft (8,409%), Amazon (4,297%) e a Exxon, com peso 1,443%. A Apple e seu CEO, Tim Cook, aliás, são apontados como queridinhos da onda ESG por Stephen R. Soukup. “Nenhuma questão de justiça social ocorre neste país [Estados Unidos] sem que Tim Cook sinta que precisa se envolver, escrever um artigo, fazer uma declaração ou usar parte do dinheiro da empresa para tentar chamar atenção para o problema”, afirma o escritor.

Paradoxalmente, nas duas últimas décadas, a Big Tech tem investido na China – cujo desrespeito aos direitos humanos e liberdades individuais é evidente -, e Cook é considerado um aliado por Pequim.

Paladino da política identitária, Larry Fink, com sua BlackRock, também mantém “extensas operações na China”, pontua Richard Reinsch.  “[…] inclusive sendo convidada pelo Partido Comunista Chinês para ser a primeira empresa estrangeira a vender investimentos em fundos mútuos para investidores chineses.”

Reinsch recorda que a BlackRock tem participação acionária nas empresas chinesas iFlytek e Hikvision, ambas colocadas na lista negra pelo governo dos Estados Unidos por participarem de abusos de direitos humanos contra muçulmanos uigures em Xinjiang. “A BlackRock investiu em ambas e aumentou suas participações na Hikvision após a lista negra.”

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“A coisa toda é muito subjetiva”, opinou o diretor de investimentos da Toscafund Hong Kong, Mark Tinker, em entrevista à Reuters. Ele aponta que aspectos de governança corporativa e social estão sendo usados “para cancelamentos por motivos políticos” e que a contribuição de uma empresa para o meio ambiente pode “significar o que você quer que seja”.

Autoridades de Utah criticam ESG 

Em 21 de abril, as principais autoridades eleitas de Utah, nos Estados Unidos, incluindo o governador Spencer Cox, escreveram uma carta à presidência da S&P Global Ratings questionando o uso de fatores ESG como “indicadores de crédito”. “Considerando os recentes eventos globais, a atual situação econômica nos EUA e a falta de confiabilidade e a natureza inerentemente política dos fatores ESG nas decisões de investimento, vemos esse novo foco em ESG como politizando o processo de classificação. É profundamente contraproducente, enganoso, potencialmente prejudicial para as entidades classificadas e possivelmente ilegal”, diz o documento, assinado por políticos republicanos.

Um dos signatários da carta, o tesoureiro de Utah, Marlo M. Oaks, disse que o ESG é uma forma de “ controlar e forçar comportamentos”. “Ela tenta fazer por meio dos mercados de capitais o que ativistas e seus aliados governamentais não conseguiram fazer por meio de processos democráticos. É uma pontuação política que, intencionalmente ou não, pode fazer com que os participantes do mercado usem a força econômica para impulsionar uma agenda política”, declarou, por meio de comunicado.

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Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/como-o-mercado-investidor-usa-o-esg-para-impor-ideologia-as-empresas/

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