Fontes desta escola em ordem cronológica

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Fontes da escola Escolástica-Católica de Economia

OBSERVAÇÃO: esta página ainda é um rascunho, e deve ser lido considerando o seu estado ainda não final, e suas possíveis posteriores correções, incrementos, etc.

Quando se fala das fontes de uma escola de pensamento católica, suas principais referências devem ser idênticas às tidas em maior estima pela doutrina católica em geral:

-> Tradição

Sagrada Escritura

Princípio da Tradição e interpretada pelos demais a seguir.

Papas 

Autoridade interpretativa acima dos demais, servem-lhes de parâmetro.

Luminares

Padres da Igreja, Doutores da Igreja e Santos.

Teólogos

Principalmente os de grande estima e autoridade na Tradição.

– Outras fontes

Além disso, há outras outras fontes evidentemente não mencionadas, como Prelados, sacerdotes, leigos. Estes, no entanto, estando dentro da Igreja, poderão ser vistos como boa fonte à medida que citam as fontes principais, ou seja, em harmonia com a Tradição.

Entretanto, não basta ser católico para ser considerado pensador desta escola de Economia. É preciso estar conforme à Tradição ou aplicar algum princípio desta de modo novo.

Fora do escopo católico, também se faz uso daqueles que usaram a razão natural quando necessário para ilustrar algum tópico.

Economistas de destaque desta escola (ordem cronológica)

Somente aqueles que escreveram suficientemente sobre temas sociais e econômicos em suas respectivas épocas ou influenciaram muitos os sucessores:

Cassiodoro (490-581): romano, escritor, conselheiro do rei ostrogodo Teodorico, o Grande. Escreveu inúmeras obras históricas, nas quais escreveu sobre muitos temas, e por isso foi muito citado por doutores, no caso da economia monetária, por D. Nicole d’Oresme.

S. Tomás de Aquino, O.P. (1225-1274): italiano, doutor comum da Igreja, seu trabalho sobre justiça comutativa norteou toda a posteridade. Sedimentou a base para avaliar o pecado da usura, que foi confundida com a condenação de todo e qualquer juro em qualquer tempo, o que foi aclarado pelos Papas e pelo Pe. Dehon.

D. Nicole d’Oresme (1323 – 1382): francês, verdadeiro pai da dita lei de Gresham, “a moeda boa expulsa a moeda má”, que devia se chamar “lei de Oresme”. Tratou sobre inflação, moeda, etc.

S. Bernardino de Siena, O.F.M (1380-1444)

S. Antonino de Florença, O.P. (1389-1459)

Pe. Luis de Alcalá, O.F.M. (1490-1549)

Pe. Martín de Azpilcueta C.R.S.A. (1493-1586)

Cristóbal de Villalón (1500~1588)

D. Diego de Covarrubias (1512–1577)

Pe. Tomás de Mercado, O.P. (1523-1575)

D. Bartolomé de Ledesma (1524-1604)

Pe. Francisco García O.P. (1525-1585)

Pe. Domingo Báñez, O.P. (1528-1604)

Pe. Luis de Molina, S.J. (1535-1600)

Pe. Juan de Mariana, S.J. (1536 – 1624)

Pe. Miguel Salón Ferrer, O.S.A. (1539-1621)

Jerónimo Castillo de Bobadilla (1547-1605)

Pe. Francisco Suárez de Toledo Vázquez de Utiel y González de la Torre, S. J. (1548-1617)

Pe. Luis Saravia de la Calle (século XVI)

Pe. Juan De Salas, S.J. (1553-1612)

Pe. Leonardo Léssio ou Leonardus Lessius, S. J. (1554 – 1623)

Pe. Pedro Escobar de Oñate, S. J. (1567 – 1646)

Cardeal Juan de Lugo, S.J. (1583-1660)

Diego de Saavedra Fajardo (1584-1648)

Pe. Antonio de Escobar y Mendoza, S.J. (1589-1669)

Pe. Sallustio Bandini (1677–1760)

Abade Étienne Bonnot de Condillac (1714-1780)

Pe. Ferdinando Galiani (1728 –1787)

Pe. Taparelli D’Azeglio, S.J. (1793-1862)

Frederic Le Play (1806 – 1882)

Pe. Jaime Luciano Balmes y Urpiá (1810–1848)

Pe. Matteo Liberatore, S.J. (1810-1892): italiano discípulo de Taparelli D’Azeglio, em seu tratado de economia política dissertou até sobre título público.

Charles Henri Xavier Périn (1815–1905): belga, economista social, recebeu elogios de altas autoridades eclesiásticas.

Venerável Pe. León Dehon, SCJ (1843-1925): francês, fundador dos dehonianos, a congregação do Sagrado Coração de Jesus. Escreveu sobre usura no tempo presente, questões sociais, títulos públicos, etc.

Pe. Heinrich Pesch, S.J. (1854-1926): alemão jesuita, publicou obra extensa sobre a ciência economia no início do século XX e abordou inúmeros assuntos dentro de um contexto social católico.

Victor Leopold Jacques Louis Brants (1856–1917): belga, economista social discípulo de Charles Périn.

Pe. Edward Cahill, S.J. (1868– 1941): americano jesuíta, tratou muito de Estado e economia tributária, propondo o modelo digressivo de imposto.

Pe. Bernard W. Dempsey, S.J. (1903-1960): americano jesuíta aluno do notório economista J. Schumpeter. Criticou a reserva fracionária, bem como diversas outros pontos comuns da ciência econômica de seu tempo.

Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995): brasileiro, compilou doutrina social da Igreja contra movimentos esquerdistas na Igreja, e também contribuiu com propostas. Reuniu ao seu redor outros semelhantes que examinaram episódios “in loco” da história da economia no Brasil: Luiz Mendonça de Freitas, Carlos del Campo e outras comissões de estudos.

John D. Mueller (196?-): americano, escreveu sobre história da economia em 2012, considerando um reavivamento da escolástica.

Dante A. Urbina (1991): peruano, desde 2015 criticou “dogmas” de economia da academia, sempre pautado pela moral católica. É também apologeta.

Outros ainda serão inclusos.