Fontes desta escola

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Fontes da escola Escolástica-Católica de Economia

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Quando se fala das fontes de uma escola de pensamento católica, suas principais referências devem ser idênticas às tida em maior estima pela doutrina católica em todo assunto:

– Tradição

Sagrada Escritura

Princípio da Tradição e interpretada pelos demais abaixo, onde há dúvida.

Papas 

Acima dos demais, servem-lhes de parâmetro.

Luminares

Padres da Igreja, Doutores da Igreja e Santos.

Teólogos

Principalmente os de grande estima e autoridade na Tradição.

– Outras fontes

Além disso, há outras outras fontes evidentemente não mencionadas, como Prelados, sacerdotes, leigos. Estes, no entanto, estando dentro da Igreja, poderão ser vistos como boa fonte à medida que citam as fontes principais, ou seja, em harmonia tradicional.

Entretanto, não basta ser católico para ser considerado pensador desta escola de Economia. É preciso estar conforme à Tradição. Não é preciso ser teólogo formado, ou mesmo economista formado, para ser parte desta escola. Basta possuir obra notória sobre os temas relacionados, em conformidade com a Tradição e não esquecendo de mencioná-la.

Fora do escopo católico, também se faz uso de filósofos e da história. Os filósofos são os que usaram a razão natural. Porém, o objetivo daqui é mostrar os teólogos economistas e a base para uma escola de pensamento. Assim, a avaliação de diversos pensadores serve melhor para algo mais extenso, como um Tratado de Economia Escolástica-Católica. Já a história, escrita por quem que seja, enquanto este seja de boa fé, pode ser útil na ilustração de algum exemplo.

Economistas de destaque desta escola (ordem cronológica)

Somente aqueles que escreveram suficientemente sobre temas sociais e econômicos em suas respectivas épocas ou influenciaram muitos os sucessores:

S. Tomás de Aquino, O.P. (1225-1274): doutor comum da Igreja, seu trabalho sobre justiça comutativa norteou toda a posteridade. Montou a base para avaliar o pecado da usura, que foi confundida com a condenação de todo e qualquer juro. Isso depois, além das palavras Papais, foi clareado brilhantemente pelo Pe. Dehon.

D. Nicole d’Oresme (1323 – 1382): verdadeiro pai da dita lei de Gresham, “a moeda boa expulsa a moeda má”, que devia se chamar “lei de Oresme”. Tratou sobre inflação, moeda, etc.

S. Bernardino de Siena, O.F.M (1380-1444)

S. Antonino de Florença, O.P. (1389-1459)

Pe. Luis de Alcalá, O.F.M. (1490-1549)

Pe. Martín de Azpilcueta C.R.S.A. (1493-1586)

Cristóbal de Villalón (1500~1588)

Dom Diego de Covarrubias (1512–1577)

Pe. Tomás de Mercado, O.P. (1523-1575)

Pe. Luis de Molina, S.J. (1535-1600)

Pe. Juan de Mariana, S.J. (1536 – 1624)

Jerónimo Castillo de Bobadilla (1547-1605)

Pe. Francisco Suárez de Toledo Vázquez de Utiel y González de la Torre, S. J. (1548-1617)

Pe. Luis Saravia de la Calle (século XVI)

Pe. Juan De Salas, S.J. (1553-1612)

Pe. Leonardo Léssio ou Leonardus Lessius, S. J. (1554 – 1623)

Pe. Pedro Escobar de Oñate, S. J. (1567 – 1646)

Cardeal Juan de Lugo, S.J. (1583-1660)

Diego de Saavedra Fajardo (1584-1648)

Pe. Antonio de Escobar y Mendoza, S.J. (1589-1669)

Pe. Sallustio Bandini (1677–1760)

Abade Étienne Bonnot de Condillac (1714-1780)

Pe. Ferdinando Galiani (1728 –1787)

Pe. Taparelli D’Azeglio, S.J. (1793-1862)

Frederic Le Play (1806 – 1882)

Pe. Jaime Luciano Balmes y Urpiá (1810–1848)

Pe. Matteo Liberatore, S.J. (1810-1892): italiano discípulo de Taparelli D’Azeglio, em seu tratado de economia política dissertou até sobre título público.

Charles Henri Xavier Périn (1815–1905): economista social belga, recebeu elogios de altas autoridades eclesiásticas.

Venerável Pe. León Dehon, SCJ (1843-1925): fundador dos dehonianos, a congregação do Sagrado Coração de Jesus. Escreveu sobre usura no tempo presente, questões sociais, títulos públicos, etc.

Pe. Heinrich Pesch, S.J. (1854-1926): alemão jesuita, publicou obra extensa sobre a ciência economia no início do século XX e abordou inúmeros assuntos dentro de um contexto social católico.

Victor Leopold Jacques Louis Brants (1856–1917): economista social belga, discípulo de Charles Périn.

Pe. Edward Cahill, S.J. (1868– 1941): americano jesuíta, tratou muito de Estado e economia tributária, propondo o modelo digressivo de imposto.

Pe. Bernard W. Dempsey, S.J. (1903-1960): americano jesuíta aluno de Schumpeter, criticou a reserva fracionária, bem como diversas outros pontos comuns da ciência econômica de seu tempo.

Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995): advogado brasileiro e compilador de doutrina social da Igreja contra movimentos esquerdistas na Igreja, também contribuiu com propostas. Reuniu ao seu redor outros semelhantes que analisaram episódios “in loco” da história da economia no Brasil: Luiz Mendonça de Freitas, Carlos del Campo e comissões de estudos.

John D. Mueller (1960?-): escreveu sobre história da economia chamando para um reavivamento da escolástica.

Outros ainda serão inclusos. Posteriormente, haverá uma breve apreciação de cada um.